Blefaroplastia estruturada
Remover os excessos, reposicionar e sustentar as estruturas

Dr. Luigi SeronniMédico oftalmologista · Plástica ocular
CRM-MT 10849 · RQE 5206
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Muito além de remover a pele
A blefaroplastia é a cirurgia realizada para corrigir o excesso de pele nas pálpebras (dermatocálase) e o prolapso das gorduras orbitais (os bolsões de gordura). Ela pode ser feita nas pálpebras superiores e inferiores no mesmo ato cirúrgico e, na maioria dos casos, com anestesia local e sedação.
A blefaroplastia estruturada, também chamada de blefaroplastia premium, é um procedimento moderno, que busca reparar os danos causados pelo envelhecimento.
Em vez de somente remover os excessos, passamos também a reposicionar e sustentar as estruturas.
Para isso, associamos várias técnicas cirúrgicas, de acordo com a necessidade individual de cada paciente. O objetivo é, além de remover os excessos, reposicionar as estruturas em seu local de origem, melhorando as questões estéticas e funcionais.
Por que as pálpebras mudam com o passar dos anos
A principal causa é o envelhecimento da região periocular (ao redor dos olhos). Com o passar dos anos, a produção de colágeno vai diminuindo, o que leva a uma perda de volume da pele e faz com que ela afine. Até os ossos sofrem reabsorção, prejudicando a sustentação das pálpebras e colaborando para que elas fiquem “caídas” (em posição mais baixa).
A face é composta por vários músculos, responsáveis pelas expressões faciais, pelo piscar e pela deglutição. O movimento repetitivo desses músculos e o envelhecimento ajudam a deixar os tecidos mais flácidos. Então, com o passar do tempo, as pálpebras tendem a perder volume, ficar mais flácidas e desabar.
Fatores genéticos, processos inflamatórios na região das pálpebras, o aumento e a perda grande de peso e o tabagismo são outras causas.
O processo de envelhecimento afeta toda a face. Junto com o excesso de pele, podem aparecer outras alterações, como:
- mudança no posicionamento do supercílio (sobrancelha);
- bolsas de gordura;
- ptose palpebral (a pálpebra cai pela dificuldade de abrir, e não pelo excesso de pele);
- prolapso da glândula lacrimal;
- flacidez do ligamento palpebral;
- ectrópio (a pálpebra vira para fora) e entrópio (a pálpebra vira para dentro).
A cirurgia moderna das pálpebras tem que estar atenta a todas essas questões.
A avaliação antes do planejamento
Por isso, precisamos de uma avaliação pré-operatória completa da região periocular. É indispensável uma avaliação minuciosa de toda a face. Para um planejamento cirúrgico adequado, é imprescindível conhecer:
- a qualidade da pele;
- o volume malar (das maçãs do rosto);
- a flacidez palpebral;
- a posição dos supercílios;
- a qualidade dos músculos que abrem os olhos;
- a posição da glândula lacrimal;
- a posição dos bolsões de gordura;
- a saúde ocular.
O que pode ser feito em cada estrutura
A cirurgia moderna das pálpebras dispõe de um arsenal de procedimentos que atuam de maneira personalizada nas alterações que cada pessoa sofre na região periocular com o passar dos anos. Estas são as principais técnicas, organizadas pelas estruturas em que atuamos:
SobrancelhaSupercílio
O posicionamento do supercílio está diretamente relacionado ao sucesso da blefaroplastia. Atuamos tanto para elevá-lo como para sustentá-lo.
Gordura da pálpebra superiorROOF
É uma camada de gordura retro-orbicular (embaixo do músculo orbicular, que fecha as pálpebras), que fica na região da pálpebra superior e do supercílio. Em alguns pacientes ela é mais volumosa, e pode ser necessária a sua remoção.
Gordura orbitalBolsões de gordura
São herniações (deslocamentos) das gorduras orbitais. Os procedimentos visam remover ou reposicionar essa gordura.
Canto da pálpebra superiorGlândula lacrimal
A porção palpebral da glândula lacrimal pode ficar evidente na região lateral da pálpebra superior, com aparência muito parecida com a dos bolsões de gordura. Nesse caso, é necessário refixá-la no seu devido local.
SustentaçãoTendões das pálpebras
Quando estão flácidos, podemos fortalecer e reposicionar esses tendões. É um passo extremamente importante para evitar o mau posicionamento da pálpebra inferior.
Maçãs do rostoTerço médio da face
Liberando os ligamentos de contenção, podemos elevar o terço médio da face (a região das maçãs do rosto), refixando estruturas como o sistema músculo-aponeurótico superficial (SMAS, a camada de sustentação logo abaixo da pele e da gordura do rosto).
Músculos que levantam a pálpebraAbertura da pálpebra
Além do excesso de pele, a pálpebra pode não estar abrindo adequadamente. Assim, temos que avaliar a causa e atuar nos músculos elevadores da pálpebra superior. Entenda a ptose palpebral.
Quando há outra alteração nas pálpebras
Pacientes que têm alguma alteração funcional nas pálpebras e nas vias lacrimais, como ectrópio (pálpebra virada para fora) e entrópio (pálpebra virada para dentro), ptose palpebral (a pálpebra não abre adequadamente), lagoftalmo (a pálpebra não fecha), tumores benignos e obstrução das vias lacrimais, frequentemente aproveitam para realizar a blefaroplastia no mesmo ato cirúrgico.
O que a blefaroplastia estruturada pode resolver
Com a blefaroplastia estruturada, podemos resolver as queixas das pálpebras caídas, como:
- liberar o local onde é feita a maquiagem;
- melhorar o olhar cansado e envelhecido;
- remover e reposicionar os bolsões de gordura;
- reposicionar e estruturar o supercílio;
- melhorar a abertura dos olhos, o que pode aliviar a sensação de peso, a dor de cabeça e até melhorar o campo de visão.